Tuesday, September 27, 2011

New York - Washington DC - Miami

Portugues:


Couchsurfing nao é algo que surgiu a partir do momento que se criou uma comunidade na internet com esse nome específico. A ídeia por trás dessa comunidade: viajantes que acham abrigo na casa de amigos de amigos, é naturalmente muito antiga, e sempre foi uma forma de viajar. Durante nossa estada na costa oeste dos EUA, nós tivemos a oportunidade de treinar essa forma básica de viagem.
Depois dos dias que passamos relaxando em Normal, Illinois, com nossos amigos Daric e Megan, nós fomos para Chicago, onde passamos um dia inteiro, esperando o trem pra Nova York. Nós aproveitamos o dia pra conhecer melhor a cidade. Nós subimos a Sears Tower, o maior edifício de Chicago, onde se pode entrar em um compartimento de vidro e apreciar a cidade em baixo de seus pés! (fotos no álbum). Depois disso, nós encontramos a Sam e o Edward, os amigos da família do Daric, que tinham nos recebido em sua casa no fim de semana em Gun Lake. Os dois sao cinquentoes muito jovens, super interessantes e cheios de histórias pra contar. Quando nós dissemos que estávamos indo para Nova York, a Sam imediatamente mandou uma mensagem para seu sobrinho, Alex, que mora em Nova York, dizendo que nós estávamos a caminho e perguntando se ele nao teria tempo de nos encontrar.
E realmente, nós acabamos nos encontrando com o Alex. Nós comemoramos o meu aniversário e nos divertimos bastante. No meio da conversa nós falamos que nossa próxima estacao seria Washington DC, mas que ainda nao havíamos achado um lugar pra ficar. Na mesma hora, o Alex puxou seu celular e mandou uma mensagem para um casal de amigos que mora em Baltimore, uma cidade a uns 45 minutos de Washington DC.
De Nova York nós partimos entao para Baltimore e ficamos na casa dos amigos do Alex, Sara e Mike. Nós nos demos super bem e assim passamos quatro dias muito agradáveis visitando Washington DC e descansando e Baltimore.
Mas primeiro voltemos a Nova York. Lá nós nos hospedamos na casa do casal com que tínhamos viajado de L.A. para San Franciso, Lena e Nik. Eles têm um apartamento muito bem localizado no Brooklyn e de lá nós pegamos todo dia o metrô para Manhattan. Nova York é uma cidade que todo mundo já conhece antes mesmo de ir pra lá. Andando pelas ruas você reconhece paisagens familiares de filmes, séries, fotos etc. Mas mesmo assim, a cidade nao deixa de ser impressionando, quando você realmente está lá. Antes de tudo, a cidade é imensa e só o tamanho já é de impressionar. Além disso, você encontra em todo canto alguma coisa interessante, seja um museu, uma loja, um parque ou músicos na rua.
Nós passamos os dias em Nova York andando, andando e andando. E é claro que cobrimos o programa indispensável: subimos no Empire State Bilding, visitamos museus, passeamos pelo Central Park, fomos ao Times Square e comemos em Chinatown. Atravessamos a Brooklyn Bridge, corremos pelo Museu de Arte Moderna e pelo Metropolitan, que estavam fechando (mesmo assim legal :) ), passeamos pelo High Line Park, um parque construido sobre os velhos trilhos de trem de uma linha que nao é mais usada, pegamos o bondinho que passa sobre o East River até a Roosevelt Island e pegamos a balsa para Staten Island, onde se pode ver a Estátua da Liberdade de graca no caminho. No total, nós passamos uma semana em Nova York, e saímos de lá com a sensacao, de que poderíamos ter ficado muito mais. Pelo menos, agora já podemos entender melhor a fascinacao de tantos artistas por essa cidade.
Depois de uma semana, nós pegamos um onibus para Baltimore. Em dois dos dias que passamos lá, nós pegamos um trem para visitar Washington DC. Em Washington, nós passemaos pelo famoso Mall, uma passarela enorme em volta da qual se encontram os prédios ícones da política americana, como o Capitol e, é claro, a Casa Branca. Ao longo da rua há inúmero museus, todos de graca. Nós visitamos o Museum of Natural History e o Holocaust Museum. Mais uma vez, nós andamos bastante pela cidade e dessa vez encontramos muitos memoriais de guerra e de antigos presidentes. Passando pelo Vietnam War Memorial fomos ao Lincoln Memorial, depois passando pelo Korean War Memorial fomos ao World War II Memorial, que fica ao lado do Washington Monument. Para completar nossa visita à capital, visitamos o cemitário de soldados Arlington Cemetery e depois pegamos um aviao para Miami (mais barato que o trem...).
Em Miami, nós ficamos hospedados na casa do Anibal, namorado da minha amiga de quase infância, Ju. Ele mora em uma casa muito bem localizada, um ponto de partida perfeito para explorar a ciadade. Miami é famosa por suas praias e pela vida noturna. Nós fomos à praia e nos divertimos bastante observando as pessoas e parecem ir pra lá só para exibir suas plásticas e o bronzeamento artifical. Em Miami voce tem a impressao de estar em outro país. Nas ruas quase só se ouve espanhol e o clima é tao tropical que mal dá pra acreditar estávamos passando frio há uns dias atrás. Agora nós estamos prontos para ir pro Brasil!!! Hoje termina uma grande etapa da nossa viagem e nao vemos a hora da próxima comecar. Primeira parada: Belém do Pará!

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Deutsch:

Couchsurfing wurde nicht erst erfunden, indem man eine Webseite eingerichtet hat. Das Konzept, bei einem Freund eines Freundes zu übernachten gibt es schon seit es Reisende gibt. Wie das funktioniert, haben wir während unserer Reise an der US-Ostküste erfahren.
Nach einer entspannten Zeit in Normal, Illinois, fuhren wir zunächst nach Chicago, um von dort aus den Zug nach New York zu nehmen. Wir hatten einen ganzen Tag Zeit in Chicago, fuhren auf den Sears Tower hinauf (wo man in Glasboxen über dem Abgrund stehen kann, siehe Fotos) und trafen uns mit denselben Bekannten von Darics Familie, bei denen wir eine Woche zuvor ein tolles Wochenende am See verbracht hatten (Gun Lake). Sandra und Edward sind junggebliebene Mittfünfziger mit jeder Menge toller Geschichten. Wir erzählten, dass wir auf dem Weg nach New York waren, woraufhin Sandra ihr Handy zückte und ihren Neffen in Brooklyn anschrieb: Hast du nicht Lust, ein paar Reisende zu treffen?
In New York trafen wir Alex, den Neffen, und seinen Freund Gary in einer Bar. Wir feierten gemeinsam in Gabis Geburtstag hinein (mit Oktoberfestbier und Schweinshax'n) und erwähnten, dass unsere nächste Station Washington DC sein sollte. Leider hatten wir noch keinen Gastgeber dort gefunden. Kurzerhand kontaktierte Alex seine Freunde Sara und Mike, die in Baltimore wohnen. Das liegt eine knappe Stunde von Washington DC entfernt und bietet sich als Ausgangspunkt perfekt an.
Sara und Mike sagten zu, wir verstanden uns super und am Ende blieben wir vier Nächte bei ihnen und ihrem Kater Fatty im Herzen Baltimores. Und alles ohne die Couchsurfing Webseite.
Doch erstmal zurück nach New York. Dort wohnten wir bei den selben Leuten, mit denen wir in Kalifornien gereist waren. Nik und Lena haben beide einen russischen/ukrainischen Hintergrund und haben gerade die USA per Anhalter durchquert. Sie wohnen in einer kleinen Wohnung in Brooklyn, von wo aus wir jeden Tag mit der Ubahn nach Manhattan fuhren. New York ist eine Stadt, die man schon gesehen hat, bevor man dort war. In tausenden Filmen kann man sie sehen, Fotografien, Poster, Gemälde, alle nehmen sich New York als Motiv. Das macht aber nicht das Geringste, weil keines dieser Medien die wirkliche Größe der Stadt abbilden kann. New York ist unglaublich riesig, und überall ist etwas los.
Wir verbrachten unsere Zeit mit Herumlaufen, Museen anschauen, mehr Herumlaufen, Central Park, Empire State Building, Herumlaufen, Chinatown, leckeres Essen finden, Times Square und natürlich Herumlaufen. Wir liefen über die Brooklyn Bridge, hetzten durch das Museum of Modern Art und das Metropolitan Museum of Art, kurz bevor sie zu machten (trotzdem toll!), spazierten durch den High Line Park, der auf einer stillgelegten Zugtrasse angelegt wurde, nahmen die Seilbahn zur Roosevelt Island hoch über dem East River und fuhren mit der Fähre nach Staten Island, um auf dem Weg einen guten Blick auf die Freiheitsstaue zu erhaschen. Insgesamt blieben wir eine Woche in New York und hatten am Ende nicht das Gefühl, dass es irgendwann genug sein könnte. New York hat schon viele Künstler inspiriert, jetzt verstehen wir ein bisschen besser, warum.
Mit dem Bus fuhren wir dann nach Baltimore. Von dort aus nahmen wir an zwei Tagen den Pendlerzug nach Washington DC. Die Stadt ist sehr schön und sauber. Ihr Zentrum ist die sogenannte Mall, ein riesiger Grünstreifen an dessen Seiten und Enden die bedeutenden Gebäude der amerikanischen Politik aufgereiht sind, allen voran das Weiße Haus und das Capitol. Dazwischen gibt es jede Menge Museen, die alle kostenlos sind. Wir nutzten die Gelegenheit und gingen ins Museum of Natural History und ins gut gemachte Holocaust Museum. Wiedermal liefen wir viel herum und stießen diesmal überall auf Kriegsdenkmäler, Washington DC ist die Stadt, in der Amerika seine Soldaten feiert, und Denkmäler für ehemalige Präsidenten. Vom Vietnam War Memorial ging es zum Lincoln Memorial, dann am Korean War Memorial vorbei zum World War II Memorial, gleich neben dem Washington Monument. Mit einem Besuch auf dem Soldatenfriedhof Arlington Cemetery rundeten wir unser Hauptstadterlebnis ab und flogen von Washington DC direkt nach Miami.
In Miami wohnen wir beim Freund einer brasilianischen Freundin von Gabi. Das Haus ist in bester Ausgangslage zur Erkundung der Stadt, es ist nirgendwohin wirklich weit. Miami kennt man vor allem wegen seiner Partyszene und der Strände. Es gibt auch sonst nicht so viele Attraktionen, außer vielleicht die vielen gestählten Strandkörper und silikongefüllten Brüste. Ein Nachmittag am Miami Beach ist allein schon unterhaltsam, wenn man sich einfach in ein Café setzt und die Passanten beobachtet. Denn aus diesem Grund laufen die Menschen dort entlang: um gesehen zu werden. Es ist wie eine Modenschau für Models, die dafür kein Geld bekommen. Und wenn man davon genug hat, geht man an den schönen Stadtstrand und badet im warmen Ozean.
Als nächster Schritt steht unser Flug nach Brasilien an. Die ersten Tage werden wir im Norden verbringen, in Belém. Das liegt direkt südlich des Äquators und das Klima ist dementsprechend tropisch. Wir freuen uns jetzt schon, Gabis Familie zu sehen und Zeit mit ihnen zu verbringen. Damit ist ein großer Abschnitt unserer Reise vorbei, der nächste kann kommen.

Thursday, September 8, 2011

Roadtrip Arizona + Chicago

Deutsch:


Die letzten Wochen verbrachten wir mit einem Roadtrip durch ein paar der beeindruckendsten Landschaften, die wir auf der Reise gesehen haben. Es wäre relativ eintönig, chronologisch zu beschreiben, was wir gemacht haben (Steinlandschaft bewundern, Wandern, viel Wasser trinken, im Zelt schlafen, weiterfahren), deswegen hier nur für alle Interessierten eine Liste der wichtigsten Orte, die wir gesehen haben: Grand Canyon, Zion Nationalpark, Bryce Canyon, Arches Nationalpark, Mesa Verde, Four Corners Monument, Monument Valley, Canyon de Chelly, Petrified Forest Nationalpark, Wald rings um Flagstaff, Arizona.
Und jetzt zu ein paar Erlebnissen aus dieser Zeit.
Im Grand Canyon gibt es jede Menge Squirrels, eine Art Eichhörnchen. Sie rennen neben den Wanderwegen herum, verschwinden so schnell, wie sie aufgetaucht sind und sind immer hungrig. Als wir unser Wanderziel auf halbem Weg hinunter in den gigantischen Canyon erreicht hatten, bauten wir unser Picknick auf. Sofort waren wir umgeben von einer Horde hungriger Squirrels. Die meisten ließen sich mit drohenden Handbewegungen vertreiben, aber eins, ein besonders fettes, war die Ruhe selbst. Wenn man nicht aufstand und auf das Squirrel zustampfte, bewegte es sich keinen Millimeter. Und selbst dann nur langsam. Wir teilten unser Picknick in Schichten ein. Während der eine die Sandwiches für beide vorbereitete, stand der andere herum und vertrieb die hungrigen Biester. Wenn wir die Sandwiches dann aßen war der andere mit Vertreiben dran. Entspannen konnten wir uns nach dem Essen.
In allen Nationalparks übernachteten wir in unserem Zelt. Die Campingausrüstung hatten wir vor unserer Tour bei Walmart gekauft, einer Supermarktkette, in der es einfach alles zu kaufen gibt. Der Vorteil dabei: Man kann auch alles zurückgeben. So holten wir uns bequeme Schlafsäcke, Isomatten und eine Kühlbox, also Dinge, die wir nur mit dem Auto mitschleppen konnten, und gaben sie nach unserer Rundreise einfach wieder zurück. Die Couchsurfer bei denen wir in Flagstaff wohnten, nannten das die „Walmart Rental Policy“ in Anlehnung an den echten Namen „Walmart Return Policy“.
Duschen kann man beim Campen nicht immer regelmäßig. Entweder gibt es auf den Campingplätzen keine Duschen, oder sie kosten zwei Dollar pro Duschgang. Wir nutzten jede Gelegenheit in irgendeinem Fluss oder See zu baden, um uns ein wenig zu erfrischen. Im Mesa Verde Nationalpark trafen wir dann auf eine Goldmine: Kostenlose Duschen! Wir duschten dort zwei Mal täglich in der Hoffnung, es würde vorhalten (tat es nicht...zu heiß).
Von Mesa Verde aus fuhren wir zum Four Corners Monument. Das ist ein Ort, mitten in der Wüste, an dem die Grenzen von vier Bundesstaaten der USA zusammentreffen: Arizona, Utah, Colorado und New Mexico. Der Ort ist einigermaßen bizarr, denn dort gibt es wirklich nichts. Es ist ein Ort in der Wüste, durch den unsichtbare Grenzen verlaufen. Die Indianerstämme, die in dieser Gegend wohnen und für die die amerikanischen Grenzen eigentlich ganz egal sind, haben sich den Ort jedoch angeeignet. Rund um den viel fotografierten Punkt stehen Verkaufsstände für Schmuck und Souvenirs aus Indianerproduktion.
All die Gegenden, durch die wir fuhren, sind ursprünglich Indianerland. Viele der Nationalparks liegen in Indianerreservaten, was bedeutet, dass man viele Navajo, Hopi, Zuni und Angehörige anderer Indianerstämme trifft. In einigen Gegenden gibt es viel Armut, was zu Problemen führt. Als wir am Campingplatz nahe des Canyon de Chelly unser Zelt aufstellen wollte, kam ein Navajo und fing an, mit uns zu reden. Er gab uns ein bisschen Indianerromantik zu hören: „Da hinten im Westen ist ein Tal, da geht die Sonne unter. Es wird eine ruhige Nacht, bis auf die Coyoten, die wahrscheinlich heulen werden.“ Am Ende wollte er uns etwas verkaufen, und als wir nichts kauften, wollte er einfach so Geld von uns. Da kam hinter einem Baum der Campingplatzwächter hervor. Aaron, ein weiterer Navajo. Er schickte den Bettler vom Gelände und wir fingen an, uns über alles mögliche zu unterhalten. Er erklärte uns zum Beispiel, wie ähnlich sich die griechische und die Navajomythologie sind. Es gibt bei beiden den Gott des Donners und sogar Medusa hat ein Äquivalent: Die Spinnenfrau. Wir unterhielten uns an diesem Abend lange und waren traurig, als Aaron gehen musste.
Als wir wieder in Flagstaff waren, wohnten wir nochmal eine Nacht bei den selben Couchsurfern wie vor der Rundreise. Isaac und Marguerite sind unerschöpfliche Quellen unterhaltsamer Hobbies. An diesem Tag lernte ich so zum Beispiel Slacklinen. Das ist wie Seiltanzen, nur weniger hoch. Es ist sehr schwer die Balance zu halten und man merkt erst am nächsten Tag, welche seltsamen Muskeln man dafür braucht. Gabi lernte an diesm Tag Jonglieren. Gemeinsam aßen wir gegrilltes Filet Mignon mit Kartoffeln und Maiskolben zu Abend. Das Highlight war aber, als ich mit Isaac ein Hufeisenrätsel bastelte. Wir kaufen uns Hufeisen, eine Kette und einen Metallring und schweißten alles zusammen. Das Ziel des Rätsels ist es, den Ring von den durch die Kette verbundenen Hufeisen zu lösen. Foto im Album.
Von Flagstaff aus fuhren wir 32 Stunden lang Zug nach Chicago. Es war gemütlich, wir schauten viele Filme, und kamen ausgeruht und entspannt in Chicago an, wo uns mein Austauschpartner aus Gymnasiumszeiten, Daric, und seine Frau Megan abholten.
Nach den letzten Wochen, die eindeutig von Steinen und Trockenheit beherrscht waren, standen die folgenden Tage unter dem Motto Wasser. Wir fuhren mit Darics Eltern Linda und Doug und den beiden Hunden Yogi und Zoey hinaus auf den Lake Michigan, wo ich zum ersten Mal Wasserski fahren konnte. Es ist extrem anstrengend und gar nicht leicht. Ich schaffte es immerhin, ein paar Sekunden aufrecht zu stehen. Dann ließen wir uns noch auf großen Reifen hinter dem Boot herziehen, was ziemlich wild ist, weil man über die Wellen springt.
Wir nutzen das verlängerte Wochenende mit einem Feiertag am Montag, um Freunde an einem weiteren See zu besuchen, dem Gun Lake. Dort fuhren wir Jetski und paddelten mit einem Kajak durch die Kanäle und über den See. Zum Abschluss unserer Wasserferien sprangen Daric und ich noch in den mittlerweile wild-welligen Lake Michigan und ließen uns von der Strömung herumwirbeln. Es war wunderbar.
Die nächsten Tage verbringen wir in Normal, Illinois, wo Daric und Megan mit den Hunden wohnen. Wir machen Ausflüge nach Chicago und in die Umgebung, genießen ein komfortables Haus und eine ruhige Umgebung. Die Tickets nach New York sind allerdings schon gekauft und wir freuen uns schon auf die Action, die mit Sicherheit dort auf uns wartet.

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Portugues:

Nas últimas semanas nós fizemos um tour por algumas das paisagens mais impressionantes que vimos nessa viagem. Nós alugamos um carro e visitamos alguns dos famosos National Parks. Seria meio monótono descrever esses passeios aqui cronologicamente (apreciar a paisagem seca, beber muita água, fazer caminhadas, acampar e partir pra próxima), por isso vai aí uma lista dos principais lugares que visitamos, para os interessados: Grand Canyon, Zion Nationalpark, Bryce Canyon, Arches Nationalpark, Mesa Verde, Four Corners Monument, Monument Valley, Canyon de Chelly, Petrified Forest Nationalpark e a floresta nos arredores de Flagstaff, Arizona.
E agora, algumas das histórias que vivenciamos nesses dias:
O Grand Canyon é imenso e impressionante, como esperado. Para aproveitar mais a passagem, nós decidimos fazer uma trilha. Nesse passeio percebemos que o Grand Canyon é dominado por esquilos! Eles estao em todo lugar. E quando nós fizemos uma pausa para fazer nosso picnic, eles estavam especialmente interessados na nossa cominda. A maioria dos esquilos era fácil de assustar com alguns gritos e uma pedrinhas, com excecao de um esquilo gordao, que só se movia um milímetro se alguém saísse correndo e gritando atrás dele e, memo assim, devagar. Nós tivemos que dividir as tarefas: enquanto um fazia os sanduiches o outro ficava espanatndo o esquilo...Só deu pra descansar depois da comida.
Durante as duas semanas desse tour, nós passamos as noites acampando. Nós compramos todo o material de acampamento no Walmart. A vantagem do Walmart é que lá nao só se pode comprar tudo, como também se pode devolver tudo dentro de 90 dias, nao importa se voce usou a mercadoria ou nao. Sendo assim, nós compramos tudo que precisávamos, devolvemos quando voltamos e recebemos nosso dinheiro de volta. Os couchsurfers com quem nós ficamos em Flagstaff chama esse sistema de „Walmart Rental Policy“, zoando o nome original „Walmart Return Policy“.
O único problema de acampar, é que nem sempre é possível tomar banho. Ou voce está em um acampamento sem chuveiro, ou tem que pagar dois dólares por alguns minutos. Quando estávamos no parque Mesa Verde, encontramos uma pérola: um acampamento com chuveiros de graca. Nós tomamos banho duas vezes por dia na esperanca de ser suficiente por um tempo, mas nao deu certo...lá estava muuuuito quente.
Depois de Mesa Verde nós fomos para o Four Corners Monument. O „monumento“ é um lugar no meio do deserto onde as fronteiras de quatro estados se encontram: Arizona, Utah, Colorado e New Mexico. É um lugar meio estranho, pois lá na verdade nao há nada, só um ponto marcando esse encontro imaginário no chao. Em volta desse ponto há várias barracas dos índios que moram na regiao, para quem essas fronteira na verdade nao significam nada, que aproveitam a presenca dos turistas para vender suas bugingangas.
Todos os lugares pelos quais passamos, sao terras que pertenciam aos povos indígenas. Por isso, aqui ainda se ve muitos Navajos, Hopis, Zunis e pessoas de outras tribos. Em algumas regioes a pobreza é um problema. Quando montamos nossa tenda no acampamento perto do Canyon de Chelly, um Navajo veio puxar comversa. Primeiro ele comecou com um papo pra impressionar turista, do tipo: „Lá no oeste há um vale onde o sol se poe. A noite hoje será muito tranquila, com excecao dos coiotes uivando...“ Depois ele tentou nos vender uns colarzinhos. Quando dissemos que nao queríamos comprar nada, ele perguntou se nós nao queríamos simplesmente lhe dar dinheiro. De repente apareceu o guarda do acampamento, Aaron, também Navajo. Ele espantou o pedinte e passou horas e horas coversando com a gente sobre Deus e o mundo. Ele nos contou, por exemplo, que há muitas semelhancas entre a mitologia grega e a mitologia dos Navajo. Muitos deuses sao semelhantes e até a Medusa tem sua versao na mitologia indígena, a mulher aranha. A conversa levou horas e nós ficamos tristes quando chegou a hora da despedida.
Quando nós voltamos para Flagstaff, nós ficamos na casa dos mesmos couchsurfers que nos tinham dado abrigo na útltima que estivemos na cidade. Isaac e Marguerite, com quem nos demos muito bem, sao uma fonte inesgotável de hobbies, que eles adoram compartilhar com seus amigos. No dia em que passamos com ele o Berni aprendeu a andar na Slackline, por exemplo, um tipo de corda bamba, mas só a uns 70 cm do chao. Enquanto isso eu aprendi a fazer malabarismo :). Pra completar, Isaac e Berni saíram de repente pra comprar ferraduras e construíram uma espécia de enigma, onde se tem que tentar tirar um anel preso entre duas ferraduras ligadas por uma corrente....é melhor voces olharem as fotos pra entender :) A noite nós comemos filé mignon com milho verde e batatas grelhadas, uma despedida perfeita.
No dia seguinte nós acordamos as tres da manha para pegar o trem pra Chicago. A viagem durou 32 horas, mas apesar de longa, foi bem tranquila e confortável. Nós assistimos vários filmes e chegamos bem descansados em Chicago. Pela primeira vez, havia alguém nos esperando, Daric, o irmao de intercâmbio do Berni, e sua esposa Megan. Eles nos buscaram em Chicago e nos levaram para Michigan City, onde os pais do Daric, Linda e Doug, moram. O contraste com os dias nos National Parks, onde só vimos um desero atrás do outro, foi imenso. Nos últimos dias só temos visto água, água e mais água! Logo no primeiro dia nós fomos com toda a família (inclusive os cachorrinhos Yogi e Zoey) para o Lake Michigan.
O Berni aproveitou a oportunidade para fazer esqui aquático pela primeira vez. Eu me contentei e sentar numa bóia e deixar o barco me puxar pelas ondas. Uma delícia! A sugunda-feira foi um feriado aqui e nós aproveitamos o fim de semana prolongado e visitamos um outro lago, o Gun Lake. Lá nós andamos de Jetski e passeamos de canoa. Pra completar, quando voltamos pro Lake Michigan, o Berni e o Daric deram uma surfada no lago, que estava muito agitado por causa da mudanca do tempo.
Nós passaremos os próximos dias em Normal, Illinois, onde a Megan e o Daric moram com seus cachorrinhos. Nosso plano é fazer uns passeios para Chicago e arredores e aproveitar o conforto e a tranquilidade em Normal. As passagens para Nova York, nossa próxima parada, já estao compradas!