Sunday, August 21, 2011

California

Portugues:


Desde que chegamos nos Estados Unidos temos tidos vários daqueles famosos momentos: aqueles que te deixam acabado sem que voce tenha feito esforco nenhum.
Primeiro o enorme sinal de „Hollywood“ em Los Angeles. Confesso que é meio brega, e pega até mal pra cineastas sérios e independentes, mas ver esse letreiro à luz do dia da rua na frente da casa onde estávamos morando foi muito emocionante! Finalmente nós estávamos no lugar de que tanto havímos sonhado quando pequenininhos. Foi aqui que se criou „E.T.“, „Parque dos dinossauros“, „Cantando na Chuva“, „Mary Poppings“! As nossas infâncias teriam sido muito diferentes sem tudo isso e provavelmente nosso amor pelo cinema também. A casa em que estávamos morando (couchsurfing) ficava em uma rua que cruzava com o Hollywood Boulevard, a rua que tem a calcada coberta por estrelas, a famosa Walk of Fame. A primeira estrela que vimos foi de Benny Goodman, seguida de vários outros como Gene Kelly, Clint Eastwood e os tres protagonistas do Harry Potter. Nós vimos as pegadas de Arnold Schwarzenegger e Robert DeNiro e até Jackie Chan estava esperando por nós depois do encontro em Hong Kong.
Nós passamos os dias em LA como bons turistas, mas além de Hollywood e da praia em Venice Beach tivemos a impressao de que nao havia muito para ver. Como nao podia deixar de ser, é claro que nao perdemos a oportunidade de assistir umd Blockbuster hollywoodiando em Hollywood. O filme escolhido foi „ Rise of the Planet of the Apes“ e sim, confessamos de novo que nos divertimos bastante.
Depois disso partimos em direcao norte. Na casa do nosso couchsurfer nós conhecemos um casal que também estava indo em direcao a San Francisco. Nós nos demos de cara super bem e decidimos ir os quatro de carro de L.A. até San Francisco pela Highway 1, uma estrada que segue a costa da California, onde se viaja horas vendo o mar e uma paisagem mais linda que a outra. No final do primeiro dia nós decidimos acampar no Big Sur (um pedaco da costa famoso por sua beleza). Esse foi o segundo momento na viagem que nos deixou sem fala.
De manha, antes de seguirmos para San Francisco, nós nadamos em um rio congelante no meio das montanhas. Nós quatro ficamos na casa de um couchsurfer no centro da cidade que nos convidou para um encontro de Couchsurfers em um bar - uma vez por semana eles se encontram pra se conhecer melhor e botar os papos em dia. O legal é que esse encontro nao foi um encontro comum, pois dessa vez havia uma equipe de filmagem presente. San Francisco é o lugar onde couchsurfing nasceu e por isso os criadores resolveram filmar na cidade um vídeo para a página inicial do site. Eles estavam procurando pessoas de países diferentes e nosso grupo parecia perfeito (Alemanha, Brasil, Rússia, Ucrânia/Nova York). Cada um de nós teve que falar uma frase no microfone em sua língua materna: „Abra sua mente, abra sua casa, abra o mundo.“ A frase é meio batida, mas segundo eles deve ficar ótimo depois que fizerem uma „colagem“ com várias línguas diferentes.
Em nossa última noite em San Francisco decidimos acampar de novo, no alto das montanhas. Para nossa surpresa, estava muuuito frio na cidade (no verao!), por isso fugimos para as monatanhas, onde (inesperadamente) estava bem mais quentinho. Quando anoiteceu e nós estávamos nos preparando pra comer, ouvimos um barulho e vimos um guaxinim tentando roubar a nossa comida. Nós seguimos as informacoes dos rangers e espantamos o guaxinim fazendo barulho e jogando pedrinhas. Logo depois ouvimos os gritos dos nossos vizinhos quando viram o guaxinim sentado na mesa deles... Nós passamos o resto da noite em alerta com laternas e tomando conta dos nossos mantimentos.
De San Francisco nós partimos sozinhos em direcao a nosso primeiro Parque Nacional, o Yosemite National Park. Lá, mais uma vez, nós ficamos impressionados com a beleza da natureza. Para todo lado que olhávamos víamos paredoes de pedra imensos. No meio, uma floresta por onde corria um rio. Nós nadamos no rio e acampamos no meio das árvores com vista para um campo. Pra completar, era noite de lua cheia! Parecia que estávamos em um filme hollywoodiano!
E a história nao acabou aí. No dia seguinte nós vimos um urso! Yosemite é um paraíso de ursos. Em todo lugar há placas dizendo para os motoristas dirigirem devagar para nao atropelarem ursos ou explicando como devemos guardar toda comida em um compartimento especial para que os ursos nao sejam atraídos pelo cheiro a noite. Mesmo assim, nós já tínhamos perdido as esperancas de ver um uros ao vivo, quando de repente, quando já estávamos no carro saindo do parque, paramos em um engarrafamento. Vimos que um monte de gente estava na beiro da estrada olhando pra floresta e o Berni logo percebeu o que estava acontecendo. Ele pulou do carro e eu saí correndo atrás. Logo vimos o urso, tranquilao comendo grama, nem aí pra platéia. O urso devia ser um bebe, pois nao era muito grande, tiramos umas fotos, que voces podem conferir no álbum.
Saindo de Yosemite nós fomos direto para o Sequoia National Park. Aqui, a atracao principal nao sao ursos e sim árvores, árvores gigantes. Sequoias sao as maiores árvores do mundo, pelo menos quanto à massa e os maiores exemplares recebem nomes especialmente opulentes: General Sherman é a maior árvore do mundo, General Gant é a árvore com o maior diâmetro, além disso vimos The President, The Senate etc. Gostarímos muito de mostrar o qual impressionante essas árvores sao, mas elas sao tao grandes que é impossível realmente se ter uma nocao do tamanha através das fotos...as nossas tentativas estao no álbum.
Depois do Soquoia Park nós voltamos para Los Angeles, onde pegamos um trem para Flagstaff, no Arizona. Daqui faremos mais uma volta por alguns parques nacionais. O primeiro será o Grand Canyon. Nao vemos a hora de ver que surpresas ele está guardando pra gente.


_______

Deutsch:


Ein einfacher Blick ist nicht viel. Man muss sich nicht anstrengen, kommt nicht außer Atem, beteiligt sich nicht körperlich an der Situation. Und dennoch reicht ein Blick aus, um einen vollkommen umzuhauen. Wir haben in den letzten Wochen seit wir in den USA angekommen sind einige dieser atemberaubenden Anblicke erlebt.
Zunächst war da der Hollywood-Schriftzug. Zugegeben, das ist etwas kitschig und für so seriöse, unabhängige Filmemacher wie uns vielleicht sogar unschick. Aber als wir zum ersten Mal bei Tageslicht aus unserem zeitweiligen Zuhause in Hollywood traten und die Straße hinauf schauten, wo fett der Schriftzug zu sehen war, war das ein tolles Gefühl. Wir waren endlich an dem Ort, der uns seit unserer Kindheit so beeinflusst hatte. Hier hatte man sich „E.T.“ und „Jurassic Park“ ausgedacht! „Singin' in the rain“ und „Mary Poppins“ waren hier entstanden! Wir wohnten in einer Nebenstraße des Hollywood Boulevard, in dessen Gehsteige die berühmten Sterne des Walk of Fame eingelassen sind. Benny Goodman gehörte der erste Stern, den wir sahen. Es folgten Gene Kelly, Clint Eastwood, die Hauptdarsteller der Harry-Potter-Filme und viele weitere. Wir standen in den Fußabdrücken von Arnold Schwarzenegger und Robert DeNiro, sogar Jackie Chan erwartete uns nach den Begegnungen in Hong Kong schon wieder.
Wir verbrachten die Tage in LA mit Sightseeing, wobei es außer Hollywood und Venice Beach nicht viel zu sehen gibt. Wir ließen es uns nicht entgehen, in Hollywood einen echten Hollywoodfilm zu sehen: Rise of the Planet of the Apes, und ja, wir hatten Spaß dabei.
Danach ging es für uns weiter nach Norden. Wir hatten über Couchsurfing ein Paar kennengelernt, das ebenso Richtung San Francisco unterwegs war. Wir verstanden uns von Anfang an super, also setzten wir uns zu viert ins Auto und fuhren den Highway 1 an der Küste entlang. Wir hielten oft an, um frisch gepflückte Erdbeeren und Honigmelonen direkt von der Farm zu kaufen. Am Ende des ersten Tages kamen wir auf einem Campingplatz am Big Sur unter, einem wunderschönen Küstenstreifen mit steilen Klippen. Dort war das zweite Mal, dass uns ein Anblick sprachlos machte, die Küste dort ist einfach irre.
Wir badeten in einem eiskalten Bergfluss bevor es weiter nach San Francisco ging. Wir wohnten bei einem Couchsurfer im Zentrum und er lud uns auf eine Couchsurfing-Party ein – Mitglieder der Community treffen sich einmal wöchentlich zum Quatschen und Tratschen. Dieses bestimmte Treffen war aber kein gewöhnliches, diesmal war eine Filmcrew anwesend. San Francisco ist das Hauptquartier der Couchsurfing-Seite, hier nahm alles seinen Anfang. Also macht es nur Sinn, dass hier ein 15-minütiger Film gedreht wird, der auf der Startseite im Internet erscheinen wird, um das Projekt ein bisschen vorzustellen. Man bat uns, in unseren Muttersprachen einen Satz fürs Mikro zu sagen: „Öffne deinen Geist, öffne dein Haus, öffne die Welt!“. So holprig die deutsche Übersetzung einzeln klingen mag, so großartig soll es sich hinterher als Collage vieler Sprachen anhören.
Unsere letzte Nacht in San Francisco verbrachten wir wieder beim Campen. Erstaunlicherweise war es in der Stadt richtig kalt, deshalb flohen wir in die Berge und die Redwoodwälder. Als die Dämmerung einsetzte und wir beim Abendessen waren, hörten wir ein Geräusch hinter unserem Zelt. Wir blickten von unseren Tellern auf. In der Dunkelheit hatten sich zwei Waschbären angeschlichen, die heiß auf unsere Mahlzeit waren. Gemäß den Hinweisen der Ranger machten wir Lärm und vertrieben die Hungrigen in den Wald, nur um ein paar Minuten später von Nachbarzelt Geschrei zu hören. Ein Waschbär war auf den Tisch gesprungen um Essen zu klauen. Den Rest des Abends waren wir auf der Hut und hatten die Taschenlampen im Anschlag.
Gabi und ich fuhren von San Francisco alleine weiter, für uns ging es zum Yosemite Nationalpark. Hier waren wir wiedermal platt, wie schön die Natur an diesem Ort ist. Senkrechte Steinwände, hunderte Meter hoch, ragen rechts und links in den Himmel, unten fließt ein Fluss durch einen dichten Wald. Wir badeten in einem eiskalten Gebirgssee und zelteten unter Bäumen mit Blick auf eine Wiese. Zu allem Überfluss war auch noch Vollmond. Wir kamen uns vor wie in einem kitschigen Hollywoodstreifen.
Am nächsten Tag sahen wir den Bären! Yosemite ist Bärenrevier, darauf wird man ständig hingewiesen. „Raser töten Bären!“ steht auf Verkehrsschildern und „Essen niemals herumliegen lassen!“ am Campingplatz. Wir fuhren eine kurvige Bergstraße hinunter als plötzlich Stau war. Am Straßenrand starrten Leute ins Gebüsch - uns war gleich klar, was los war. Der Bär war relativ klein und graste friedlich und komplett unbehelligt von den vielen Schaulustigen am Wegesrand. Wir machten Fotos und waren froh, noch einen Bären zu Gesicht bekommen zu haben, denn gleich anschließend ging es für uns weiter in den Sequoia Nationalpark. Hier sind nicht Bären sondern Bäume die Hauptattraktion. Gigantische Bäume. Sequoias sind die größten Bäume der Welt, zumindest was die Masse angeht. Kein Baum ist fetter, kann man sagen. Das führt dazu, dass die besonders großen Exemplare besonders protzige Namen bekommen. General Sherman, größter Baum der Welt. General Grant, Baum mit dem größten Umfang. The President kann man anschauen, ebenso wie The Senate. Alles riesige Bäume mit roter Rinde. So gerne wir diese Anblicke auch teilen würden, es ist unmöglich so einen Baum in seiner ganzen Größe zu fotografieren. Dazu sind sie einfach zu fett. Unsere kläglichen fotografischen Versuche gibt es bald im Album zu sehen.
Nach den Sequoias schlossen wir unsere Runde und kehrten nach LA zurück, von wo aus wir mit dem Zug nach Flagstaff fuhren. Von hier aus geht es nun auf eine weitere Runde. Als erstes steht der Grand Canyon auf dem Programm. Wir sind schon gespannt, welche Anblicke uns dort sprachlos machen.


Monday, August 1, 2011

Hong Kong

Deutsch:

Der Flug im Airbus A380 nach Hong Kong war der luxuriöse Beginn einer großartigen Woche. Nach der Ankunft in Hong Kong ging es zunächst jedoch nicht ganz so luxuriös weiter. Das Synonym für billige Unterkünfte in der Stadt sind die sogenannten Chungking Mansions (ja, eben jene aus Wong Kar Wais „Chungking Express“), ein Ort, der schwer zu begreifen ist. Es ist ein Hochhaus, das in mehrere Bereiche unterteilt ist. Jeder Bereich hat seine eigenen Aufzüge, von denen jeder in unterschiedlichen Stockwerken hält. In jedem Stockwerk gibt es zwischen einem und fünf Gästehäusern, kleine Hotels mit unterschiedlicher Ausstattung. Wenn man das Haus betritt, ist es, als würde man das Land verlassen. Man sieht nur noch Inder, Afrikaner, Weiße, nur keine Chinesen. Überall bieten sie einem gefälschte Uhren und maßgeschneiderte Anzüge an, es ist laut, wirkt schmutzig, riecht nach Curry. Nach anfänglichen Schwierigkeiten an diesem unübersichtlichen Ort eine geeignete Unterkunft zu finden, fanden wir schließlich eine kleine aber komfortable Bleibe, von der es auch Fotos im Album gibt.
So viel wir auch gelesen und gehört hatten, auf Hong Kong waren wir nicht vorbereitet. Uns hatte eine vage Ahnung hergezogen, ein Interesse an dieser Stadt, das einerseits mit den Filmen zu tun hatte, für die diese Stadt so bekannt ist, andererseits mit der kulturellen Sonderstellung zwischen China und England. Hong Kong bot uns, was wir erwarteten und überraschte uns mit noch viel mehr.
Gleich am ersten Abend gingen wir die kurze Strecke runter zum Hafen, von dem man nach Hong Kong Island (Hong Kong besteht aus vielen Inseln, die größte davon und gleichzeitig das Zentrum der Stadt ist Hong Kong Island) hinüber blicken kann. Wir waren platt. Auch wer sich nichts aus Skylines macht oder kein besonderes Interesse an Hochhäusern hat - so wie wir – wird zunächst sprachlos an diesem Ort stehen und die schiere visuelle Wucht der nächtlichen Skyline bestaunen. Es ist eine Wand aus Lichtern, 360 Grad um einen herum, dazwischen fahren beleuchtete Schiffe, die wenigen Wolken am Himmel werden angestrahlt, alles blinkt und glitzert. Jeden Abend wird alles zusätzlich durch die „Symphony of Lights“ in Szene gesetzt, bei der die Wolkenkratzer zu Musik mit ihren Lichtern tanzen.
Am besten zu sehen ist dieses Spektakel von der Avenue of the Stars aus, einer begehbaren Hommage an die Stars des Hong Kong Films. Klar, dass dieser Ort einer unserer Stammplätze der Stadt wurde. Bei unseren Besuchen fiel uns auf, dass niemand von den chinesischen Touristen jemals freudig „Bruce Lee!“ ausrief, sobald sie seinen Stern auf dem Boden erkannten. Sie riefen etwas anderes: „Lei Siu Lung!“. Wir lernten, dass alle chinesischen und kantonesischen Stars sich westliche Namen geben, den man außerhalb Chinas aussprechen kann. Jedes Mal, wenn wir danach an Bruce Lees Stern vorbeigingen riefen wir begeistert „Lei Siu Lung!!“ und ernteten erstaunte Blicke der umstehenden Chinesen.
Film begleitete uns überall. Den Höhepunkt stellte unser Besuch im Film Development Council (FDC) dar, einer staatlichen Einrichtung zur Förderung des Hong Kong Films. Wir trafen uns mit Mr. Wellington Fung, dem Generalsekretär des FDC, der uns eine Stunde lang all unsere Fragen zur Filmindustrie in Hong Kong beantwortete. Mit bücherweise Informationen verließen wir das Büro.
Doch es gab in Hong Kong noch viel mehr zu tun als die Filmindustrie zu erkunden. Touristen werden mit Angeboten überschüttet, die entweder kostenlos sind oder wenigstens spottbillig. So lernten wir zum Beispiel chinesischen Tee richtig zuzubereiten, die verschiedenen Fermentationsgrade am Geschmack und Aussehen zu erkennen (was wir nicht meisterten, soviel sei verraten), und den Tee richtig zu trinken. Vor der erwähnten Skyline lernten wir Tai Chi von einem alten Meister. In einem Park sahen wir Kung Fu Schülern bei der Präsentation ihres Könnens zu, sowohl beim Kampf als auch bei Drachen- und Löwentänzen. In einem Museum erklärte uns ein Sänger die Hintergründe der kantonesischen Oper, einer Jahrhunderte alten Kunstform, sang und tanzte für uns, bevor wir eine Vorführung anschauen konnten.
Für die Massenveranstaltungen ist das Hong Kong Convention and Exhibition Center zuständig. Wir gingen dort zum Beispiel auf eine Buchmesse. Wie sich herausstellte eine gigantische Veranstaltung mit hunderten von Verlagen und Buchläden, die ihre Bücher verkauften und vorstellten. Die meisten auf Chinesisch, viele aber auch auf Englisch. Die Auswahl war so groß, dass wir sogar einen Comic aus Gabis Kindheit in Brasilien fanden: Turma da Mônica.
Im Hong Kong Convention and Exhibition Center war es auch, wo wir tiefer in die chinesische Jugendkultur vordrangen. Bei der jährlichen Ani-Com & Games Messe hat alles Platz, was 10 bis 35-Jährige in ihrer Freizeit gerne lesen und spielen. Wir sahen bekannte und unbekannte Figuren aus Mangas und Animes und spielten mit chinesischen Kids moderne Ballerspiele. Ein Hobby vieler dieser Jugendlichen ist das sogenannte Cosplay. Ein Cosplayer verkleidet sich wie eine Figur aus seinem Lieblingsmanga (-comic), was meistens ziemlich bunt und schrill aussieht. Pinke Perücken, neongrüne Latexklamotten, manchmal metergroße Flügel. Viele dieser Kostüme basteln die Kids selbst, es dauert Wochen bis sie fertig sind, und am Ende geht es einfach darum, das Werk zu präsentieren. In Wettbewerben zeigen sie ihre Outfits und spielen kleine Szenen, um den Charakter darzustellen. Hinterher posieren sie für die zahlreichen Fotografen, manche haben sogar ihre eigenen professionellen Fotografen dabei. Auf der Ani-Com & Games sahen wir viele Cosplayer, Fotografen, Mangas, Computerspiele, Sammelfiguren, Jugendliche, die sich für etwas begeistern. Es war schön. Wir verbrachten fast den ganzen Tag dort und sahen am Ende noch bei einem Tanzwettbewerb zu.
Am Ende waren die neun Tage Hong Kong nicht genug, um alles zu machen, was wir wollten. Wir sahen zum Beispiel keinen der tollen Strände auf den vorgelagerten Inseln. Wir konnten kein zweites Mal zum Tai Chi gehen, weil ein Taifun über uns hinweg zog. Und von einem Besuch in Disneyland konnte gar keine Rede sein. Grund genug, diese faszinierende Stadt bald wieder zu besuchen. Bevor es aber soweit ist, machen wir mit unserem Plan weiter, mehr von der Welt zu sehen. Unsere nächste Station sind die USA, angefangen mit der Westküste. Hollywood, wir kommen!

___________________________

Portugues:

O vôo com um aviao A380 marcou o início luxuoso de uma viagem maravilhosa. Porém, depois da chegada em Hong Kong tivemos que esquecer o luxo por uma momento. As hospedagens mais baratas da cidade se encontram em um lugar chamado Chungking Mansions. Chungking Mansions (sim, o mesmo lugar de Chungking Espress do Wong Kar Wai) é um edifícil meio acabado, que por dentro parece o Conic (pros brasilienses :) ). O edifício tem várias partes e, na parte em que ficamos, dois elevadores que param em andares diferentes. Em cada andar há de uma a cinco pensoes de tamanhos e classes diferentes. Assim que voce entra nesse edifícil, tem a impressao de ter deixado a cidade. Só se ve indianos, africanos, turistas mas quase nenhum chines. Em todo canto tem alguém oferecendo relojos falsos e servico de alfaiate. Além disso, o prédio e barulhento, parece meio sujo e tem cheiro de curry. Mas tudo tranquilo, todos os mochileiros da cidade estao lá e, depois de algumas dificuldades iniciais, acabamos achando um quartinho ideal, pequeno mas confortável, do qual colocamos umas fotos ao álbum.
Apesar de que já tínhamos lido e ouvido muito sobre Hong Kong, percebemos que nao estávamos preparados para o que nos esperava. Tínhamos uma idéia vaga e um interesse pela cidade que por um lado tinha a ver com sua famosa indústria cinematográfica e por outro com sua especial situacao cultural entre China e Inglaterra. Mas Hong Kong ultrapassou nossas espectativas. O lugar é incrível!
Logo na primeira noite fizemos um passeio até o porto de onde se pode ver a 'skyline', a linha do horizonte de Hong Kong Island (no território de Hong Kong há diferentes ilhas e uma delas se chama Hong Kong Island). Até mesmo pessoas que nao se interessam muuuito por skylines e arranhacéus, como nós, ficam pasmas com a magnitude do horizonte de Hong Kong durante a noite. A vista parece uma parede de luzes de 360°. No meio se ve barcos iluminados, tudo é colorido, tudo brilhando. Para completar o espetáculo, toda noite as 20 horas acontece a „Symphony of Lights“, uma apresentacao na qual as luzes dos prédios „dancam“ ao som de música.
Um dos melhores pontos para se assistir esse espetáculo e a Avenue of the Stars, avenida das estrelas, que é como uma calcada da fama dedicada as estrelas do cinema de Hong Kong. É claro que esse virou um de nossos lugares preferido na cidade. Uma coisa nos chamou especialmente a atencao em nossas visitas por lá: percebemos que nenhum dos visitantes chineses gritavam „Bruce Lee!“ quando passavam por sua estrela na calcada. Ao invés disso, eles falavam „Lei Siu Lung!“ e assim, nós aprendemos que todas essas estrelas do cinema chines escolhem um nome artístico para o mundo ocidental, mas mantêm outro nome na China. Desde entao passamos a tirar onda e a gritar, sempre que passávamos pela estrela „Lei Siu Lung!“, só pra ver a cara impressionada dos chineses em nossa volta :)
O cinema nos acompanhou durante toda a viagem. Um dos momentos mais importantes foi nossa visita ao Conselho de Desenvolvimento Cinematográfico de Hong Kong, onde encontramos o secretário geral Mr. Wellington Fung. Mr. Fung passou uma hora inteira respondendo nossas perguntas sobre a indústria cinematográfica da cidade. Saímos de lá cheios de livros com informacoes e muito satisfeitos. Mesmo assim, havia em Hong Kong muito mais coisa pra fazer além de pesquisar sobre cinema. A cidade tem uma grande oferta de atividades para visitantes, a maioria de graca ou por quase nada. Assim, pudemos aprender, por exemplo, como preparar um chá chines corretamente, como diferenciar os graus de fermentacao pela aparencia e pelo gosto (o que, pra falar a verdade, ainda nao dominamos totalmente) e como beber o chá de maneira correta. Tivemos uma aula de Tai Chi com um muito experiente (velhinho) com vista para a famosa linha do horizonte e assistimos a uma apresentacao de alunos de Kung Fu, nao só de luta, mas também de danca do dragao e do leao. Além disso, tivemos uma aula de apreciacao de ópera cantonesa, onde um cantor nos demonstrou os diversos elmentos de danca e canto antes de assistirmos a uma apresentacao.
Os grandes eventos da cidade sao realizados no centro de convencoes, Hong Kong Convention and Exhibition Center. Lá nós visitamos por exemplo a Feira do Livro, um evento enorme, onde várias editoras e livrarias apresentam seus produtos. A maioria dos livros aprensentados sao em chines, mas também havia vários em ingles. Eu até achei uma versao chinesa da Turma da Mônica!
Também foi no Hong Kong Convention and Exhibition Center que tivemos a oportunidade de conhecer melhor a cultura jovem de Hong Kong. No evento anual Ani-Com & Games se encontra tudo o que o público entre uns 10 a 35 anos gosta de ler e jogar: quadrinhos, mangás, animacoes e games. Nós encontramos figuras novas e conhecidas de mangás e animes e o Berni até aproveitou a oportunidade pra jogar um pouco de videogame. Um hobby muito comum desses jovens é o Cosplay. Um Cosplayer é alguém que se veste como personagens de mangás e animes, o que geralmente é muito extravagante e colorido: cabelo cor de rosa, ropas de latex em verde fosfluorescente e as vezes até metros e metros de asas. Muitas das fantasias sao feitas pelos próprios fantasiados. Elas levam semanas para ficar prontas e no final o importante é simplesmente ser visto. Na Ani-Com & Games há competicoes de Cosplayers, onde os jovens apresentam suas fantasias e uma pequena cena como as personagens que estao representando. Depois disso eles posam para os fotógrafos. Muitos deles levam seus próprios fotógrafos proficionais. Resumindo, a Ani-Com & Games foi ótima. Nós passamos quase um dia inteiro lá e no final ainda assistimos a uma competicao de danca.
Os nove dias que passamos em Hong Kong acabaram nao sendo tempo suficiente para vermos tudo o que queríamos. Nao visitamos, por exemplo, nenhuma das praias nas diversas ilhas, nao pudemos ir a uma segunda aula de Tai Chi, já que a que queríamos foi cancelada por causa de um tufao, e muito menos pudemos visitar a Disneylandia :) Tudo isso já é motivo suficiente para voltarmos para Hong Kong o mais rápido possível! Mas antes disso continuamos com nosso plano original, de conhecer mais lugares no mundo. Nossa próxima estacao: os Estados Unidos comecando pela costa Oeste. Hollywood, aqui vamos nós!