Thursday, July 21, 2011

Kampot - Battambang


Portugues:

Depois dos dias que passamos no centro turístico Siem Reap e na caótica Phnom Penh, decidimos que estava na hora de conhecermos umas regioes mais calmas do Camboja. Por isso, resolvemos deixar  Sihanoukville de lado, uma cidade na praia que é destino certo de todos os viajantes, e fomos para Kampot.
Kampot se encontra na beira de um rio e é uma gracinha, mas na cidade em si nao há quase nada pra fazer. Nós passamos um dia aproveitando a tranquilidade da cidade e no segundo dia alugamos uma motoca pra explorar os arredores. Nossa primeira parada foi uma gruta em uma montanha perto da cidade. Nós passamos  por um caminho de terra até chegarmos em um cruzamento onde de repente um menino apareceu do nada de bicicleta e se ofereceu a nos levar até a gruta. Chegando lá, encontramos mais tres meninos, todos entre uns onze e treze anos. Um deles ficou tomando conta da moto e os outros tres foram com a gente como nossos guias. Nós conversamos bastante com os meninos durante o caminho. Todos eles falavam bem ingles. Eles nos contaram que estavam de férias e por isso aproveitavam a oportunidade pra levar turistas pros passeios na regiao. Antes de chegar na gruta tivemos que subir uma escada imensa embaixo de um sol escaldante, mas nossos 'guias' fizeram o caminho ser bem divertido. Eles contavam piada, nos ensinavam palavras em Khmer e nao paravam quietos um segundo. Quando chegamos na gruta eles comecaram a nos mostrar uma pedra atrás da outra com forma de animais: „You know elephant? Look here! You know cow? Here! You know crocodile? This one here!“. Quando chegou na hora de voltar eles nos convenceram de que descer as escadas seria muito sem graca e assim eles nos levaram por um caminho escuro e escorregadio onde tivemos que escalar pedra após pedra até chegarmos na saída. Por sorte, nós tínhamos uma lanterna e os meninos também nos ajudaram bastante: „Be careful here, madam.“, „Left foot over here“, „Here, we jump a little.“ Mesmo assim, um deles se escondeu embaixo de uma pedra pra puxar o meu pé e me assustar...o plano funcionou :) Nós saímos da gruta totalmente sujos e suados, mas o passeio valeu a pena. Nós demos aos meninos um trocado pela ajuda e nos despedimos de cada um deles com um high five antes deles correrem pros próximos turistas que estavam chegando: „Sir, you want to see the cave?“
Saindo de lá, fomos para Kep, cidade vizinha conhecida por seus deliciosos carangueijos, que nós comemos em um restaurante na beira do mar.
Depois de Kampot, nós fomos para Battambang, uma cidade que faz parte da rota dos viajantes no Camboja mais por acaso. A cidade é legal e de lé há possibilidade de se fazer uns passeios interessantes, nada muito especial, mas os moradores da regiao sabem aproveitar bem a presenca dos turistas. Um exemplo é um trecho dos trilhos de trem que foram construídos pelos franceses em 1927, que foi 'restaurado' e nos quais agora se pode andar de 'bambootrain'. O bambootrain é na verdade uma tábua de madeira com rodas com lugar pra umas quatro ou cinco pessoas. Voce sai do passio pelos trilhos tortos com tudo doendo. Mesmo assim, é muito divertido e bem interessante ver as plantacoes de arroz e as casas e as pessoas que moram ao logo dos trilhos.
Nosso plano original era partir de Battambang direto para a fronteira com a Tailandia mas, como ainda tínhamos um dia livre e nao queríamos ficar sem fazer nada, decidimos ir de barco, pra Siem Reap. A viagem de barco durou oito horas. Oito horas sentados em uns bancos de madeira super desconfortáveis, onde o Berni mal tinha espaco pras pernas...Apesar do desconforto o barco estava cheio de turistas e a viagem realmente valeu a pena pela vista maravilhosa e pela oportunidade de ver as pessoas que moram na beira do rio, que é usado como uma estrada principal onde a vida acontece. Quando chegamos no porto perto de Siem Reap fomos recebidos por um enxame de motoristas de tuktuk querendo levar os turistas a seus respectivos hotéis. Nós negociamos um preco bem barato e o motorista que teve que nos levar parecia nao estar muito de acordo...Ele passou a viagem inteira xingando em Khmer e ainda nos levou pro hotel errado. Muito de mal gosto ele concordou em nos levar pro hotel que nós queríamos e no caminho até lá ele ultrapassou um sinal vermelho, foi logo parado por uns polícias e ainda teve que pagar multa...A gente aproveitou a oportunidade pra sair do tuktuk de fininho e fomos o resto do caminho a pé.
Depois de uma noite em Siem Reap, nós voltamos para Bangkok, na Tailandia, onde eu reencontrei uma amiga brasileira que conheci na Alemanha e nao via há muitos anos, Aline. Amanha comecaremos uma nova fase da nossa viagem: Hong Kong!

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Deutsch:

Nach der Touristenhochburg Siem Reap und der geschäftigen Hauptstadt Phnom Penh war es für uns Zeit, ein paar ruhigere Gegenden Kambodschas kennen zu lernen. Anstatt also nach Sihanoukville zu fahren, einem Strandort, der bei jedem Rucksackreisen in Kambodscha auf dem Reiseplan steht, fuhren wir nach Kampot.
Kampot liegt an einem Fluss, der zum Meer führt, und obwohl die Stadt schön ist, hat sie nicht viel zu bieten. Wir genossen einen Tag lang die Ruhe, am anderen nutzten wir den Ort als Ausgangspunkt für einen Ausflug in die Umgebung. Wir mieteten uns einen Roller und fuhren damit zunächst zu einer sehenswerten Höhle. Die ungepflasterte Straße führte uns bis zu einer Kreuzung, an der plötzlich ein Junge auf einem Fahrrad auftauchte. Ob wir zur Höhle wollen, wollte er wissen. Sofort trat er in die Pedale und wir tuckerten mit dem Moped hinterher. Ein paar hundert Meter weiter erwarteten uns mehrere Jungs im selben Alter, also etwa zehn bis dreizehn Jahre. Einer passte auf unseren Roller auf, während wir uns mit drei weiteren zu Fuß auf den Weg zur Höhle machten. Auf dem Weg unterhielten wir uns mit den Jungs, die alle gut Englisch sprachen. Sie hatten gerade Ferien und führten in dieser Zeit Touristen herum. In der Hitze stiegen wir 200 steile Stufen zum Höhleneingang hinauf, und wurden währenddessen bestens von unseren drei Reiseführern unterhalten. Sie brachten uns Wörter auf Khmer bei, erzählten Witze und sprangen dabei die ganze Zeit um uns herum. In der Höhle zeigten sie uns einen Stein nach dem anderen, der Ähnlichkeit mit einem Tier hatte. „You know elephant? Look here! You know cow? Here! You know crocodile? This one here!“. Für den Abstieg aus der Höhle sollten es nicht schon wieder die langweiligen Stufen sein, diesmal führten uns die Jungs durch ein steiles, manchmal glitschiges und vor allem stockdunkles Höhlensystem. Wir hatten glücklicherweise eine Taschenlampe dabei, während wir durch enge Tunnel und an steilen Abhängen entlang kletterten. Ständig begleitet von den Kinderstimmen: „Be careful here, sir.“, „Left foot over here“, „Here, we jump a little.“ Einer versteckte sich auf dem Weg unter einem Stein und griff nach Gabis Fuß, um sie zu erschrecken. Der Plan funktionierte :-) Komplett verschwitzt aber glücklich kamen wir am Fuß des Berges aus der Höhle heraus und gingen zurück zum Roller. Jedem der Jungs gaben wir eine kleine Entlohnung als gerade die nächste Ladung Touristen ankam. Mit einem Augenzwinkern und einem High Five verabschiedeten sich die Jungs von uns und liefen zu den neuen Touristen: „Sir, you want to see the cave?“
Wir fuhren weiter nach Kep, einem Seebad, das bekannt ist für seine leckeren Krabben. Direkt am Meer aßen wir gebratene Nudeln mit köstlichem, zartem Krabbenfleisch.
Von Kampot aus fuhren wir nach Battambang, einem Ort, der wohl einfach zufällig auf die Reiseroute für Rucksacktouristen gerutscht ist. Die Stadt ist nett, die Umgebung bietet ein paar Ausflugsmöglichkeiten, aber nichts wirklich besonderes. Die Einheimischen haben sich den Touristenandrang aber zu Nutze gemacht und beispielsweise einen Abschnitt einer alten Zugstrecke, die 1927 von den Franzosen gebaut wurde, wieder einigermaßen in Schuss gebracht. Darauf fahren jetzt sogenannte Bambootrains: einfache Holzgestelle, auf denen ein paar Leute Platz nehmen können. Die Fahrt mit dem Bambootrain geht ein paar Kilometer geradeaus vorbei an Reisfeldern, während man sich vor jedem Übergang zwischen den schief zusammengesetzten einzelnen Schienenteilen innerlich anspannt. Die Fahrt ist keine sanfte, sondern eine ziemlich holprige. Es rattert und scheppert und ruckelt, aber es macht wahnsinnig Spaß.
Von Battambang wollten wir ursprünglich direkt zur Grenze und zurück nach Thailand, aber wir hatten noch einen Tag Zeit und um nicht zu lange einfach in der Stadt herum zu sitzen, nahmen wir ein Boot zurück nach Siem Reap. Die Fahrt dauerte ganze acht Stunden. Acht Stunden auf einer winzigen Holzbank, kaum genug Platz für die Beine. Aber so unbequem es sich anhören mag, auch diese Fahrt war wunderbar! Wir sahen viele Vögel und Felder, schöne Landschaften, Menschen, die am Fluss leben, und winkten vielen Kindern am Ufer zu. Bei der Ankunft nahe Siem Reap wartete eine Horde Tuktukfahrer auf uns, die alle Touristen zu ihren Hotels bringen wollten. Wir handelten einen guten Preis heraus, welchen der Fahrer, der damit beauftragt wurde uns mitzunehmen, offenbar zu niedrig fand. Er fuhr uns widerwillig und schimpfend, vermied kein Schlagloch, so dass wir ordentlich durchgerüttlet wurden und brachte uns am Ende zum falschen Hotel. Unter Protest drehte er um, überfuhr eine rote Ampel, und tadaa, da wartete schon die Polizei. Zu seiner schlechten Laune trug nun auch noch ein Strafzettel bei. Wir flohen aus dem Gefährt und gingen zu Fuß zu unserem Hotel.
Nach nur einer Nacht brachten wir die unkomplizierte aber lange Fahrt nach Bangkok hinter uns. Dort trafen wir eine alte, brasilianische Freundin von Gabi, Aline, die sie schon mehrere Jahre nicht mehr gesehen hatte. Und morgen machen wir ein ganz neues Kapitel unserer Reise auf: Hong Kong!

2 comments:

  1. Nossa ri sozinha uns 10 min imaginando o cara do tuktuk chingando vcs e ainda sendo multado enquanto vcs saiam de fininho.

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  2. Que bom que tudo acabou bem, mas é preciso ter cuidado com esses meninos que se oferecem para guiar turistas, pelo menos aqui no Brasil haveria uma grande possibilidade de vcs acabarem o passeio sem as mochilas e até as roupas do corpo. Mas vale sempre a pena acreditar no ser humano, com cautela. Bjs.

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